Live EA Alumni Contra a Crise – 12/04/2020

Professor Guilherme Macedo

Graduado em engenharia elétrica pelo Instituto Militar de Engenharia, com mestrado e doutorado pela EA em contabilidade e finanças. Trabalhou 2 anos no BNDES, professor, pesquisador e consultor no mercado financeiro para empresas como BB , Itaú , Sicredi, Banrisul , Previ, sendo um dos seus focos volatilidade e gestão de risco.

Pesquisa risco desde que iniciou o mestrado. Quando fazia Engenharia Elétrica, estagiou no BNDES. E aí começou a entrar na lógica de financiamento das empresas e aprendeu sobre project finance

No mestrado, em 2006, estava numa época com aumento das regulações. Em 2008 ocorreu o cisne negro (crise na bolsa dos EUA).Começou a estudar como se proteger quando uma crise aparecer.

Prever um crise é muito difícil. É sempre um desafio. Nesse caso, não surgiu na economia, mas sim na área da saúde.

Cisne negro: todos cisnes eram brancos até surgir o primeiro cisne negro, que era imprevisto. É muito difícil prever um cisne negro, mas tu pode trabalhar dentro das suas fragilidades para encarar um cisne negro.

Qual a melhor estratégia em momentos de alta volatilidade?

Ter caixa sempre é bom para gestão de portfólio em momentos de crise, é uma tendência que a Selic baixe ainda mais.

No momento que você tem um revés como esse, você compra um ativo muito mais barato, mas precisa ter caixa para aproveitar essa oportunidade. Empresas que estão suportando a crise são as que tem mais caixa.

“Queremos fazer seguro quando todo mundo está assaltando carros!”

O que pode ser feito agora, em termos de proteção, é olhar por core business e focar no aproveitamento e geração de caixa, uma dica é ter caixa sempre, tanto para aproveitar oportunidades como para sobreviver. Não sabemos quanto tempo irá levar a quarentena, não certeza de absolutamente nada. É uma incerteza generalizada, estamos com um nível de crédito no mercado bastante saudável.

O problema é se passar de junho, por prejudicar a liquidez e crédito, a dívida pública estava em 75% e está indo para 90%. A conta ficará para nossos filhos.

Abordagem era aumentar leitos e aumentar a quantidade de testes para testar todo mundo, para poder voltar ao normal. Porém não estamos fazendo nem um nem outro. Não estamos resolvendo os problemas como a Coréia do Sul

“Estamos nos perdendo na parte médica, e a parte econômica vem de reboque.”

Preocupado no curto prazo, mas em 10 anos não está preocupado, sempre após as crises houve uma reprecificação.

Mercado financeiro já precificou tudo, injeta liquidez no mercado, expande balanço através do Banco Central e depois reduz o balanço através do Banco Central.

Pode ser que a bolsa caia, e irá oscilar nos próximos 6 meses. Mas nos próximos 10 anos irá subir muito.

Mercado já previa o coronavírus, mas não se previa ser como foi. Se deram bem quem fez seguros para a queda.

Pessoas começaram a investir mais e em maior risco com as plataformas digitais

Muitos não sabem medir o risco, na prática as pessoas se comportam diferente do que no questionário de perfil de risco.

“Esse evento serve para separar os meninos dos homens, e as meninas das mulheres.”

Qual é o maior erro que a pessoa pode cometer nesse momento?

Erro clássico: vender quando está no fundo. Perde a oportunidade quando está em recuperação. As empresas irão continuar existindo e depois, na volta, compra quando está em alta.

Como separar o efeito manada do que a geração de caixa?

A diferença entre uma empresa e uma pessoa física é o tempo de vida.

Na perpetuidade, problemas de caixa de 2 ou 3 trimestres não interferem muito no valuation de agora.

A pessoa física, se ela precisa vender ações agora para fazer caixa, ela montou o portfólio errado. Agora é uma daquelas oportunidades que aparecem como poucas. Quem for capaz de superar o risco e tem perfil, é uma grande oportunidade.

Tudo passa. É uma coisa completamente anormal. Compra quando está ruim para vender quando estiver bom.

Contato: [email protected]  

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Pedro Englert

Graduado em Administração pela UFRGS, pós-graduado na USP e Singularity University. Foi sócio da XP por 10 anos, CEO do InfoMoney. Entrou na StartSe em 2016 e é investidor em mais cinco fintechs. Além disso, um grande apoiador do EA Alumni. É conselheiro da Junior Achievement

A pessoas que está sozinha é muito difícil hoje para conseguir fazer tudo isso nessa situação, se conseguir sobreviver essa crise com o modelo hierárquico ultrapassado é um herói.

Suportou a queda de receita com mais clientes, quando voltou em 2009, voltou com tudo.

Para a empresa é importante ter mais de um produto, para diversificar, xXP só virou o que virou porque foi obrigada a diversificar, o foco no caixa, apoio nos clientes, aproveitar novas oportunidades.

A necessidade ajuda a crescer

  •  2 mindsets: 
  • 1) encontrar a culpa;
  • 2) resolver o problema, sobreviver e encontrar oportunidades;

A StartSe perdeu 98% da receita com a crise do coronavírus e já recuperou 60%. 

Na operação de um negócio, olhamos o produto que dá mais resultado, maioria da venda é digital, mas entrega era física. Como havia muito crescimento nesse modelo, não foi aplicado tanta energia para aplicar em novas soluções.

Nessas horas de crise vem a conta, porém agora não há mais custo de oportunidade. Não há mais nada a perder em testar as inovações. No Re.StartSe. por exemplo, foram 70 mil pessoas inscritas.

“O mundo é diferente, você precisa criar uma escola para o momento de agora, o modelo de gestão com planejamento e controle quebrou, porque não há tanto espaço para planejamento.”

Grande problema das empresas é o excesso de controle. As empresas devem se adaptar a gestão pelo contexto. Esforço e benefício nem sempre vão para as mesmas pessoas. É preciso ter um alinhamento entre empresário e colaborador para entrar juntos na guerra.

Time alinhado é extremamente importante. StartSe teria quebrado se não fosse o alinhamento do time e aproveitamento das oportunidades

Para quem é pequeno, existem oportunidades em todos os segmentos, o passo a passo para desenvolvimento dos negócios:

  1. Trazer tecnologia para o meu negócio;
  2. Como usar essas tecnologias no meu negócio;
  3. Mudar minhas atitudes para evoluir o negócio.

Maioria das empresas hoje vai para o digital, mas se mantém como era anteriormente. Eals se digitalizam o seu modelo de negócios, mas não estão aproveitando as novas oportunidades. Sempre olhar para o cliente e pensar “Como eu te encanto?”

Virar o modelo de negócio para 100% home office ainda é bastante complexo.

Comparando com a crise de 2008, a crise de agora origina no consumo e afeta o mercado financeiro. Na crise de 2008 originou-se no mercado financeiro e afetou no consumo.

A China é um exemplo de como os mercados estão crescendo rápido. Após a volta, empresas podem recuperar a demanda de antes e incrementar a demanda com as inovações.

O modelo de agências de Marketing Digital vem crescendo e com ROI mais tangível, o problema é que são poucos canais digitais disponíveis sendo usados ao mesmo tempo, então o CAC (custo de aquisição) é maior, é necessário olhar como o trabalho pode ser feito ao utilizar os canais tradicionais como complemento e desenvolver o branding. 

“É um jogo novo acontecendo”

Venda precisa ser muito sutil, pois todo mundo está muito agressivo, dentro de um cenário complicado, reconhecer ele é importante para aproveitar as oportunidades. 

O único ativo que nunca perde valor é o conhecimento, ese o tempo para ganhar conhecimento

Alinhem seus times para ter mais força ao vencer as batalhas.

Contato: https://startse.com/restartse/

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