Todo mundo que é contemporâneo a minha geração já entendeu porque é notória a frase de que o Brasil não é para amadores.

A geração que nasceu no fim dos 80 e início dos 90 chegou ao mundo carregando o compromisso inegociável com 3 conquistas que custaram tão caro a nossos pais: o controle inflacionário, como garantia mínima de estabilidade econômica; a democracia, como único regime político capaz de corrigir suas próprias imperfeições; e a liberdade de imprensa, que viria a ser exponencialmente difundida com a internet e as redes sociais.
Nossos avanços democráticos e econômicos das últimas décadas foram todos intercalados por solavancos, escândalos e crises internas e externas que tornaram essa geração de empreendedores (e executivos) experientes a viver em condições hostis.

Em períodos de crescimento e estabilidade se reduzem as incertezas. O planejamento de médio e longo prazo torna-se plausível de ser atingido, torna-se mais fácil assumir riscos e captar investimento com retornos estimados.
Por outro lado, é durante as crises que crescem os grandes profissionais, que precisam ter um compromisso apaixonado com seu trabalho para suportar a pressão do resultado de curto prazo, encontrando soluções criativas, no limite da sua capacidade, aonde o erro/acerto pode ser a diferença entre sucesso e fracasso.

Nos cargos de liderança, essa capacidade para entregar de resultados a despeito de cenários negativos é ainda mais importante. Todo empreendedor traz consigo a expectativa de um futuro melhor. Porém, os líderes dessa geração aprenderam que é preciso ter resiliência para olhar para o presente, segurança emocional para ter atitudes inteligentes e uma capacidade diária de engajar e compartilhar essa energia positiva com as pessoas que precisam de uma referência para acreditar.

Líder bate meta, com sua equipe, fazendo o que é certo. Se uma empresa é feita de pessoas, está nelas seu recurso mais valioso. A liderança, nestes momentos difíceis, é ainda mais observada em suas atitudes e suas decisões. Por isso, é necessário ter valores bem fundamentados, capacidade de reconhecer e também saber cobrar com justiça. Navegar em mares turbulentos é uma arte que requer excelente tripulação, um capitão (ou capitã) que não deixe o barco a deriva e os conduza a mares mais tranquilos depois da tempestade.
Certamente essa não é a última crise que vamos passar, mas o melhor do Brasil é o brasileiro que quer trabalhar e produzir.

Henrique Pedroni Palhares, formado pela Escola de Administração em 2010, hoje responsável pela área comercial e trade marketing das lojas AM/Pm dos Postos Ipiranga

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